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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Momento fútil - mode ON

Bom, já que eu sigo 3.481 blogs de esmaltes, cosméticos, maquiagens e afins, hoje resolvi "assumir" aqui o meu momentinho futilidade do dia.

Agora que a pobreza tem data pra diminuir (pq acabar nunca acaba), hj eu cedi aos meus desejos de consumismo gringo... Lápis Urban Decay, trocentas maquiagens e esmaltes no Cherry Culture, o trequinho de cutícula (não sei o nome disso em português) da Sally Hansen que eu queria há séculos (e comprei um da Avon tb, compulsão do k**** de sempre ter duas coisas pra testar) e corretivos.

Ou seja! Tô eu de novo gastando dinheiro, mas feliz! Essa brincadeira me consumiu 300 reais, mas pela quantidade de coisas (e podem apostar que foram MUITAS), dá uma média de menos de 10 reais por produto. Ou seja, eu pagaria muito mais até se fosse comprar Avon! (antes que me perguntem, o trequinho de cutícula da Avon não vende no Brasil... porcaria!)

Eu me culpo... Mas depois eu aproveito TUDO! =))))))

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Crianças, crianças...

Bom, poucos amigos sabem, mas eu tenho um "dom" de atrair confusão. Eu sou muito na minha, mas ela me persegue.

Pois bem... Há alguns meses, parei de falar com uma falsa amiga porque mentiu pra mim. Pessoa falsa pra mim é "uó" e, pra não me aborrecer, eu simplesmente paro de falar. Paro mesmo, ignoro, nem dou "oi".

Enfim, já não é de hoje que eu sei que esta criatura vive falando mal de mim pelos quatro ventos, mas eu estava ignorando. Gente assim não merece mais do que o meu desprezo.

Eu não coleciono inimigos. Tenho muitos amigos, raramente tenho algum "problema" com alguém, e atualmente meu único "desafeto" era esta criatura. Eis que, na quarta-feira da semana passada, descubro que ela está trabalhando na mesma empresa que eu. Passei reto - como vinha fazendo todas as vezes em que nos encontramos depois do "fato adverso".

Dois dias depois, após mais de nove meses de "inatividade" do meu Caixa da Verdade (Orkut), entra-me uma mensagenzinha de mulher me xingando... Oh, Céus, quem pode ser, né? Fora que isso só dá privacidade pra quem faz simples uso de PC: qualquer IP é rastreável, e é óbvio que este me levou a quem???


Respondi. Da forma mais "quem avisa, amigo é" possível, porque no fundo eu não sei o que a incomoda mais, a minha beleza ou a inteligência, porque se ela fala tanto de mim, um dos dois tem que ser!


Após isso, vieram outras "provocações". Leia-se: duvidar da minha inteligência nunca me acalmou - pelo contrário, sempre me deixou mais emputecida ainda. A isso, somem-se novas mentiras.

Sinceramente, eu tô tentando encarar isso como mais uma atitude infantil de uma criança mimada. E eu DETESTO crianças grandes. Quer falar o que pensa? Vem falar olhando nos meus olhos! ODEIO gente covarde, isso me estressa. Se vc se sente no direito de falar o que quer de mim, primeiramente prove, e depois tenha a dignidade de falar na minha cara.


Eu sou boazinha. Mesmo! Faço o possível pra ajudar todo mundo, pra dar atenção a todos os amigos (isso é mto difícil eu conseguir, são muitos amigos pra poucas horas livres na minha semana), evito confusão ao máximo... Mas não mexe comigo! Eu levei anos pra aprender a controlar o meu lado "fera", mas quando atiçado ele sai da jaula e mostra as garras... E quando ele sai, eu não tento amarrar, não!


Lição a ser aprendida: se vc não tem bala na agulha, melhor ter peito de aço, porque a melhor defesa é o ataque...

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Ah, acrescentando à série "Crianças da Tia Larissa": tive que ouvir ladainha porque não chamei uma amiga pra balada na sexta-feira.
Não chamei pq não tinha ctz se ia, e outra: eu não sou obrigada a chamar ninguém, oras! Eu ando com as minhas pernas, cada um que vá com as suas!
Sinceramente, o povo tá achando que pq eu tô velha, quero abrir uma creche... Só pode!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dia de grandes decisões

Aiiiiiiii, meu santo protetor das escolhas difíceis (seja ele qual for, e se existir!).

Hoje eu tenho que tomar GRANDES decisões sobre o meu futuro.

Saiu o resultado da CEF: PASSEEEEEEEEEEEEEIIII!!! Putz, achei que nem tinha conseguido passar, mas pelo jeito todo mundo no polo foi mal pq eu fiquei em 106ª... Em Curitiba, eu fui 194ª e chamaram... Quando eu fui contratada, eu fui 246ª... Ou seja, ironicamente a prova em que eu fui pior foi a minha melhor classificação na minha vida em concursos da CEF. Tudo bem que eu sei que não chama tão rápido, mas dificilmente não vai chamar.

Falta o resultado do BB (sai dia 23), mas nessa prova eu fui muito bem, então tenho ctz de que tô dentro, nessa é a que eu tenho mais segurança.

Sexta-feira me convocaram pra segunda fase de entrevistas pra trabalhar na Princess: só que eu tinha que ir entre hoje e quarta-feira, e eu já faltei a manhã inteira no dia primeiro pra ir na outra entrevista, e meu pai está com o meu carro, então eu vou tentar remarcar pra semana que vem (e ver se eu descubro quanto ganha um fotógrafo deles até lá).

Aí, pra completar, agora de noite recebo um e-mail da Infinity... Me convocando pra dois cursos, um dia 28 e outro dia 29 deste mês... Primeiro que tenho que pagar uns R$200 por eles e eu tô lisa (minhas contas atrasando que o digam); segundo que, depois que eu soube quanto é o salário, meio que me arrependi de ter deixado meu currículo lá, mas também não quero chutar tudo pro alto porque é sempre bom ter uma carta na manga.

E, se eu saio daqui agora, tenho as contas... Até vir a PLR, nem tenho muita dimensão de quantas são exatamente...

Tenho que escolher entre o emprego que desejei ter de volta desde 2007, um semelhante que pode me trazer também boas oportunidades e a vida de viajante que tem me seduzido desde que eu voltei de férias na empresa que eu queria. E nesta última, comprometo a faculdade (que eu tinha prometido que levaria até o fim).

Como diz a minha mãe, as minhas escolhas NUNCA são fáceis...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sele-Santos!!!

Como não compartilhar com todos esse amor que só me dá orgulho???

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Deep inside my heart...

Tonight, just a few minutes before I go to bed, a tiny, tiny emotional part of me complained... No, don't tell me about Valentine's day, it's not about this (when I say it's bullshit, I really mean it and it's just one more day).

But I've read one phrase that made this tiny, tiny part wakes up... And I'm feeling I'm needing being taken care by someone... Not like when you're sick. I'm talking about something bigger and stronger.

I missed that nobody cares how I feel, wishes me "good luck", "I'm supporting you". I wasn't feeling this way when I was surrounded by a lot of friends. But now, 90% of them are gone and then I'm feeling lonely in this world.

My parents are very busy annoying me, complaining about their own troubles and about every single thing that I do.

Many "friends" showed up their real intentions... Their interests on what I could offer, how I could be useful for them. When I realized that so many people like these were so close to me, I decided to put them off my life.

Others are so busy in their own lives that they barely remember my name... Just few ones, the real friends, remained... But they're not enough to fulfill some emptiness that eventually comes into my life.

I'm missing warm hugs, sweet words, uninterested attention... I'm turning cold again, this is not good... I'm avoiding everyone to get closer, while all that I wanted was someone who I could fully trust...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Crônica de Martha Medeiros

Eu AMO esse texto: Leio, assino embaixo e repasso!


Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um
belo dia eu recebo um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'. Tá certo
que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado
mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava
muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e
terminar tudo decentemente e ele respondeu: mas agora eu to comendo um
lanche com amigos'. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que
decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu
ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não
volta pra mim?

Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de
ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que
se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos,
espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada,
absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.

Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava
ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de
qualquer jeito!

Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e
resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários
livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas,
quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas
eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos, filha única! Eu
não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi tinha que ser uma
super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.

Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha
companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar
sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de
viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.

Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip,
cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30
livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes,
torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e
história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as
roupas mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor
mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento
charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a
inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que
também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio
absoluto.

O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias
querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher
para ele.

Até que algo sensacional aconteceu...

Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão
mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele.  Ele quem
mesmo???

Martha Medeiros

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dia dos Namorados - e daí?



Não sei se é falha do firewall ou se resolveram desbloquear tudo que estava bloqueado... O fato é que hoje estou no pique de escrever e consegui acessar meu blog, então cá estou.

Mais um ano que se passou e se aproxima outro Dia dos Namorados. Confesso que ano passado dei uma leve surtadinha quando o dia se aproximou - um mês depois de um chute na bunda, e eu não passava um Dia dos Namorados sozinha há "apenas" 9 anos... Ainda estava me reencontrando com a vida de solteira, mas mesmo assim não fiquei em casa chorando, saí com as meninas e fomos pra rua comemorar a "Noite das Solteiras".
Esse ano, pela primeira vez, a proximidade da data está me irritando. Vejo tanta gente (principalmente no Twitter) choramingando que vai passar o dia sozinha e isso me faz pensar: qual é a diferença de se estar sozinha nos outros 364 dias do ano???

Aos 25 anos (ou seja, já faz um ano), eu descobri que não precisava de ninguém pra provar que eu posso ser desejada com qualquer idade ou tamanho; descobri que as pessoas de quem eu menos desconfio são as que podem estar mais a fim de mim; descobri que grandes paixões vem de quem a gente menos espera; descobri que a minha felicidade independe de estar solteira ou namorando e, principalmente, APRENDI A GOSTAR DE VIVER SOZINHA.

Também na mesma época, descobri que eu sou uma mulher num patamar que eu jamais me julgava: a verdadeira "assusta-homens"! Além de não ser feia, tenho outros "defeitos" que os assustam (sou decidida, não sou falsa puritana, bom emprego, tenho carro, cérebro...). Conheci (de um jeito não muito legal) a sensação de saber que um cara se sente intimidado por vc - e homem quando tá inseguro da "performance" é pior do que um adolescente de 15 anos...

Aí cheguei num ponto da minha vida onde eu me descobri MUITO feliz sozinha. Aprendi a ser segura e independente emocionalmente (tinha sido o oposto durante a minha vida inteira). E por aprender, não tenho mais a pressa nem a necessidade de encontrar ninguém que "me complete" (até porque eu não sou tanque de carro), e quando tento me imaginar com alguém, me sinto sufocada só com a idéia!

Será que toda mulher, pra aprender a se valorizar, tem que tomar um pé-na-bunda? Porque eu só aprendi a considerar como qualidade muitos "defeitos" meus quando tomei o chute e enxerguei que o "problema" não estava em mim...

Eu fico analisando tantas amigas mais novas que eu tenho que se lamentam pela solteirice, e o quanto elas poderiam ser felizes aproveitando essa fase...  Ao mesmo tempo, me pergunto quanto tempo eu vou continuar com essa aversão a coleiras e amarras. O mundo está tão colorido agora, e não vejo como conciliar as duas coisas.

A única coisa de que às vezes eu sinto falta é de um contato mais "carnal", o que pode ser facilmente resolvido com "cachos", como diz a minha irmã. Como pessoa, nunca me senti tão completa.

Estou me aproximando do meu segundo Dia dos Namorados solteira, ainda sustentando aquela vontade feminina de ser mãe um dia, me aproximando dos meus 30 anos de idade... E enquanto todos se casam e se acomodam, eu só quero ganhar o mundo e protelar por mais algum tempo todas essas correntes tradicionalistas da sociedade pra poder realizar sonhos que eu só consigo se estiver livre para voar...

Eu namoro há um ano e oito dias comigo mesma, aprendendo muito sobre mim todos os dias e estou cada vez mais apaixonada. Se eu pudesse colocar a receita num pó mágico, distribuiria pelas ruas para que tantas pessoas depressivas e solitárias aprendessem a ser felizes...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fase meio negra essa semana...

Hoje estou particularmente irritada. E isso pq nem TPM eu tenho mais!

O Santos foi campeão paulista no domingo. Reflexo de uma temporada fantástica que talvez nunca mais eu veja de novo. Curti cada jogo, quando estava viajando perguntava ao meu pai dos resultados, aproveitei o máximo que eu pude. Coroei com uma ida na Vila pra ver a taça chegar... Coroa manchada com uma pirralha vândala que roubou a bandeira que eu e meu pai tínhamos comprado pra colocar no carro e ainda me quebrou o limpador traseiro do carro... Mas enfim, foi bom, foi lindo, eu tremi durante os últimos quinze minutos de jogo, foi um puta sufoco, mas valeu a pena!

Fiz a prova do Dataprev no dia do jogo também... Salário bom, tinha praticamente um candidato por vaga e não tinha mínimo de acertos... O problema é que é nível superior... Acho que foi a primeira vez que eu me inscrevi pra um concurso de nível superior... Espero que demorem pra chamar, ou eu mifu!

E também no domingo, meu PC parou de funcionar (de novo!). PQP, qdo eu tenho pressa pra fazer as coisas é qdo essa lata velha me deixa na mão...

E de ontem pra hj, eu estou com o Toque de Mierdas (é, é o contrário do Toque de Midas...). Tudo que eu peguei pra fazer no trampo tá encalhando; minha vó Lourdes tá doente (dengue hemorrágica) e internada, minha mãe foi dormir com ela e eu me estressei com o meu pai; o pé que já tá machucado desde quinta-feira; perdi aula na faculdade simplesmente pq meu apto alagou (entupimento do cano do prédio, a água toda da coluna voltou pelo ralo do tanque e cinco mulheres de rodo na mão tentando minimizar a tragédia - eu, Vivian do apto. 11, d. Joana do apto. 14, minha mãe e a Suelen)... Enfim, foi um dia de merda!

Aí acordei hoje, respirando fundo e acreditando profundamente que o dia seria melhor... Estudei na hora do almoço, tava tudo tranquilinho... Até o Cláudio me mandar um coice por e-mail que eu respondi na mesma "altura" (???) que ele usou pra me mandar... Tô com raiva de me cobrarem por algo que não me deram estrutura pra fazer... O que me consola é pensar que finalmente chegou a época das provas da CEF, BB, e mais essa da Dataprev que eu não esperava... E lembrar que falta pouco pra eu sentar naquela mesa e falar: "estou pedindo minha demissão, onde eu assino?".

Minha vó Lourdes não está bem. Minha mãe falou para eu visitá-la hoje sem falta. Pela primeira vez, estou preocupada. Tive de novo aquela sensação de qdo minha mãe me ligou na última internação da Rose, e isso me incomoda. Não tenho mto contato com a minha vó, mas tb não tenho raiva. Gosto dela, tenho pena dela por tudo q já sofreu na vida e nunca consegue ter um pouco de paz...

Estou me sentindo pesada. Carregada de energia ruim desde que voltei do Rio. Preciso me limpar, e entender de onde estou pegando essa energia ruim.

Cada vez mais, sinto que preciso mudar de ares...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ter ou não ter namorado, eis a questão

Faz teeeeempo que estou pra postar este texto...



Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não-remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega do lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado é quem não tem amor, é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar... Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa, é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai pelos parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem gosta sem curtir, quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar.

Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida, para de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Momentos de reflexão...



Hoje acordei meio estranha. Feriado no meio da semana só serve pra me dar mais preguiça.

Eu ando me cobrando demais de algo que eu nunca achei que teria dificuldade: eu não sei o que quero da minha vida. Eu sei das coisas que não quero, mas entre tantas opções do que sonhar, eu ando cada vez mais distante de chegar a qualquer lugar porque sempre mudo meu foco de acordo com as fases da lua...

Eu sei que não quero a Petrobras. Isto é fato. Mas já não sei se suportaria voltar para trás mais uma vez e voltar para a Caixa (o fator grana tá pesando). E por querer ir trabalhar no navio, fico na dúvida de ficar aqui mais um tempo ganhando bem e deixar a Caixa para quando voltar (pedir demissão hoje não me doeria nem um pouco) ou se volto para a CEF e arrisco a remota chance de um afastamento não-remunerado... E nisso, faltam só duas semanas para o concurso e, pra variar, cadê de eu estudar?

No trabalho, além de odiar, agora me sinto uma incompetente sem medida. Sofro para comprar qualquer bostinha, não tem material de consulta, ninguém tem tempo de me ensinar e eu fico com vergonha de toda hora ficar pedindo ajuda. Gosto de autonomia, odeio quando me designam pra fazer uma coisa e não me dão condições pra isso.

Eu sei que preciso terminar a faculdade, mas ao mesmo tempo não tenho mais paciência para estudar. E sei que, mesmo com a faculdade, ainda teria que me empenhar numa pós-graduação e pelo menos num mestrado. Em contrapartida a isso tudo, não me vejo dando aulas de Matemática para uma sala cheia de alunos, sejam eles quais forem. A minha falta de paciência minaria qualquer carreira em dois tempos.

Eu quero fazer cursos, muitos cursos. Francês, espanhol, alguns de PNL, fotografia (preciso terminar isso)... Ao mesmo tempo, quero juntar dinheiro para viajar no ano que vem, trocar meu equipamento fotográfico, fazer a minha cirurgia a laser e a otoplastia...

Eu paguei a certificação do CPA-10 há três meses e nunca estudei... Vou perder o dinheiro que gastei... "Gerente de contas middle and corporate"... Tenho a mina de ouro e, pra variar, essa maldita falta de força de vontade não me faz andar pra lado nenhum: nem aqui dentro, nem pra algum concurso que preste, nem pra esse "tesouro", nem pra área da Matemática, nem pra porcaria nenhuma...

Sinto carência, mas não quero namorar. Simples: se eu namoro, me prendo a Santos e não faço quase nada disso que está aí em cima. Tempo livre vai ser pra namorar, viagenzinhas sem-graça com namorado pq vai ser fd achar alguém tão disposto a investir nisso quanto eu (viagem eu não acho que é despesa, pra mim é investimento). E também acho que o mercado local está falido e que ninguém vai me interessar a ponto de eu me apaixonar tão cedo. Estou muito "dura" depois que voltei de viagem. Tudo é altamente sem graça, inclusive as pessoas. Tentei mais uma vez afastar o Yuri de mim na terça-feira, mas eu não sei pq, tenho uma pena de ser grossa com ele do kct. E por fim, ele gruda no meu pé, me irrita, mas eu não consigo dar um corte. Não o vejo como homem, mas também não o vejo como uma má pessoa. Mas já coloquei na cabeça que meu próximo namoro é para casar e ter filhos, mas não me vejo casada com ninguém.

Eu preciso de ajuda. E preciso dar um rumo na minha vida. E não sei que direção tomar. Estou caminhando a passos largos rumo aos trinta anos e hoje tenho menos certezas do que tinha aos quinze. O mundo abriu e abre várias portas e janelas, e eu estou sempre em cima do muro para fazer escolhas. Sempre odiei pessoas indecisas, e agora descubro que eu mesma sou a mais indecisa das pessoas e o pior: nas situações em que se deve ser o mais decidida possível.

Alguém tem uma bússola sentimental para me emprestar???

terça-feira, 13 de abril de 2010

Depressão pós-viagem


Não tenho me sentido muito legal comigo mesma nos últimos dias...

Muitos conflitos internos me atazanando, logo eu que jamais me via morando fora do Brasil, agora só penso nisso...

Tudo aqui tem parecido muito monótono, muito igual, meio que morto para mim que sempre fui muito cheia de vida.

Tenho me sentido triste. Vejo no meu MSN pessoas que eram muito minhas amigas e de uma hora para a outra se afastaram... Sem brigas, sem ofensas, simplesmente se foram... Reflexos que eu já senti no meu aniversário e que me fizeram muito mal... Me dói um pouco ver tantos nomes e sentir que há tão poucos vínculos...

Os amigos de sempre - os do peito, com quem eu sei que posso contar - são cada vez menos. Uns porque estão longe, outros ocupados em seus relacionamentos e problemas pessoais. Doeu um pouco quando voltei e não ouvi das pessoas que eu esperava pelo menos um "senti saudade de você".

Estou de coração vazio de amor. Isso não é bom. Mas o vazio que me dói mais é do amor dos amigos novos, das amizades que pareciam estar se fortalecendo. Muitas eu preferi isolar (a falsidade me incomoda), mas outras me decepcionaram muito.

Viajando, pelo menos eu me sentia plena de experiências novas, coisas novas a absorver e aprender todos os dias. Hoje só aprendo algo se quiser estudar (algo de que nunca fui muito fã), e não vejo perspectivas em nada do que faço.

Estou ficando com medo. Medo de tomar decisões erradas. Estou envelhecendo para ser mãe, não tenho mais muitos anos para errar como eu tinha antes. Tenho tentado manter o foco na faculdade, tomar uma decisão adulta, mas aqui dentro tudo tem me incomodado tanto!

Estou ficando cansada. Cansada de tentar e não sair do lugar. Cansada de me doar a pessoas que nunca me correspondem. Cansada de esperar por alguém que talvez nunca chegue. Cansada de ser feita de trouxa por pessoas de quem eu gosto (ou gostava). Cansada das mesmas aporrinhações de todos os dias.

Certas coisas têm-me sido um tapa diário na cara. Trabalhar é cada dia pior, ainda mais quando se sonha mais longe. Em contrapartida, fica mais em xeque o meu retorno pro banco. Se vou agora, não viajo no ano que vem e minhas finanças se complicam mais. Se fico onde estou, piro porque não suporto mais. E se vou para o banco, teria que jogar pro alto algo que tanto quis - e como não sou mais a mesma de antes, fica a dúvida se consigo voltar daqui a mais quatro ou cinco anos.

Talvez mudar de cidade já me aliviasse. Estou cansada de monotonia, de tudo. Quero mudanças, e mudanças concretas! De círculos de convívio, de emprego, de estilo de vida, de casa, de idioma, de sentimentos.

Preciso de uma "consultoria especializada" para me orientar. Estou confusa demais!

E tudo que eu mais queria nessas horas era um colo para me aninhar, um colo que me desse a (ainda que falsa) sensação de segurança. E um pouco de carinho gratuito. Faz tempo que não ganho, estou carente. Sinto-me uma adolescente num corpo velho, uma mente adulta que sabe que está acabando o tempo para apostar sem comprometer sonhos maiores e um desejo quase infantil de ganhar o mundo. Mas como ganhar o mundo sem ao menos uma base sólida na qual eu possa investir?

Dúvidas. Medos. Carências. Saudades. Sonhos. Como lidar com tantos conflitos ao mesmo tempo?

domingo, 28 de março de 2010

Isso era dia 21, tá?

Hoje é domingo, são 14:30 aqui em Punta Cana.

Eu disse que faria várias coisas pra manter todo mundo informado, mas as coisas saíram bem diferentes do que eu pensei.

Primeira coisa diferente: TUDO aqui é absurdamente caro. Eles não exploram o turismo, exploram o turista!

Exemplos: 6 dólares por meia hora de internet, 30 dólares por dia se eu quiser conexão wireless, um táxi pra qualquer lugar não custa menos do que 30 dólares. O que, no fim das contas, quer dizer que eu não saí do resort tanto quanto gostaria, não mantive todo mundo informado também e mesmo assim já gastei mais da metade do dinheiro que eu trouxe.

Outros exemplos: 25 dólares por um boné ou por uma camiseta infantil, qualquer passeio custa pelo menos 60 dólares, o cara que filmou o único passeio que eu fiz queria 40 dólares por um DVD que ele só ia descarregar da handycam e gravar.

Quando eu saí do Brasil, o dólar estava girando em torno de 1,75...

A viagem teve muita coisa legal até agora, mas também muita coisa que me deixou entediada ou irritada.

Logo nos primeiros minutos, eu descobri que aqui sou uma rainha. Até o taxista (que me cobrou 35 dólares o fdp pra levar do aeroporto até o hotel) me passou cantada! Aliás, pra ser sincera, já ouvi tanto "você é linda" que perdeu a graça. No primeiro dia era engraçado todo mundo beijando minha mão e perguntando se eu era casada, se tinha namorado e tudo o mais, mas depois começou a me incomodar. A sensação de que está todo mundo te olhando não me deixou à vontade por muitas e muitas vezes.

Bom, relatos da viagem em si: logo na primeira noite, um italiano liiiindo chegou em mim.
Giacomo, 31 anos, comissário de bordo. Perguntou o número do meu quarto e ficou de ligar na manhã seguinte (quarta-feira) porque queria me encontrar na praia. Ele ia dormir e eu, como sempre, ia pra balada.

Balada: o nome é Imagine, a entrada é um castelo perfeito e a balada em si é dentro duma caverna, você dança e vê os morcegos voando de um lado pro outro. Até é legal a balada, mas eu fui lá três vezes, então enjoei.

Enfim: resumindo, na minha primeira noite eu me senti mais rainha ainda, um monte de caras colaram, um deles inclusive roubou minha cigarreira, mas acabei ficando com um menino que estava na mesma van que eu. Willian, 22 anos, venezuelano mas é filho de portugueses e mora em Portugal tb. Tentei achar o cara da cigarreira e perdi a bosta da van por um minuto, mais 15 dólares num táxi...



Quarta-feira: o Giacomo não ligou, também não o vi na praia durante o dia nem no lobby à noite. Fui de novo na Imagine, não fiquei com ninguém e desta vez não perdi a van. Nada de especial, tirando umas européias malucas que usavam micro-saias iguais às cariocas, dançando sem calcinha e se esfregando nos caras. Depois as brasileiras é que são putas...

Quinta-feira: eu ia na Ilha Saona, mas perdi a hora. Vi o Giacomo na praia, ele disse que não saiu do quarto no dia anterior porque ficou mal do estômago. Ele foi pro meu quarto, conversamos... E de novo aconteceu a msm coisa que foi com o Tande! Poha, vsf, tá de palhaçada comigo! Ou eu assusto os italianos, ou não agrado, ou eles têm algum problema ou é a Luara de sacanagem comigo! O cara tinha mó pegada, beijava bem, era lindo... E daí morre na praia? Na hora eu nem me esquentei, achei que ia rolar outras vezes, acabou que nem nos falamos mais... Ele tinha o número do meu quarto, sabia como e onde me achar se quisesse. Nem aqui, nem em nenhum lugar do mundo eu ia ficar correndo atrás. E eu o senti sempre distante, pensando em alguma coisa... Nem o número do quarto dele eu tinha, e foi-se o tempo que eu saía nessas caçadas impulsivas. Sou mais eu.

Sexta-feira: Ilha Saona. Foi FANTÁSTICO! O lugar é lindo, nós fomos de lancha e paramos numa piscina natural. A de Maragogi era melhor, essa nem peixe tinha, mas valeu por conhecer. No grupo que eu fui tinham mais sete brasileiros, um casal do Rio de Janeiro em lua-de-mel e uma família inteira do interior de São Paulo. Fiz amizade com uma inglesa (Jackie) que também veio sozinha e passamos o dia inteiro conversando. Também fiz amizade com um casal equatoriano que mora em New Jersey. A equatoriana eu esqueci o nome, mas ela ficou com meu e-mail pra mandar umas fotos.

Fotos de quê? Simples! A gente voltou de catamarã, eu já tinha tomado umas quatro cuba-libres (acreditem, com rum de verdade é realmente muito bom!) e o animador começou a dançar salsa usando uns passos tipo de axé, e bem fáceis. Daí ele puxou umas seis ou sete mulheres pra dançar lá na frente com ele... Três desistiram na metade da música e, segundo a Jackie, eu fui "the queen of the disco"... Todo mundo parou de dançar e continuamos só nós dois até a hora que ele conseguiu fazer um passo que eu não consegui acompanhar. Eu me diverti MUITO!

Foi no dia desse passeio que eu parei de comer carne aqui. Os "açougues" não tem geladeira, a carne fica pendurada em varais o dia inteiro, peguei nojo. Aliás, de uma maneira geral, eu não gostei da comida e chegou a um ponto que eu estava pulando refeições pra não ter que comer. O peixe tem um gosto estranho, a carne eu peguei nojo, os frutos do mar eu tenho medo de ter alguma alergia ou indigestão. Ou seja, nunca comi tanto frango na minha vida! E mesmo o resto, as comidas são muito gordurosas e não tem gosto de nada.

Como o marroquino disse, parece que tem o gosto de quando a gente tá gripado e não sente o sabor de nada. E a bebida também parece que não tem álcool, vc tem que beber MUITO pra ficar bêbado!

Curiosidades: não consegui tomar mojito, e a primeira coisa que o cara me ofereceu pra substituir foi CAIPIRINHA! Hahahahaha... Eu falei pra ele que não vim de tão longe pra tomar caipirinha aqui! Rs... Cervejas que eu tomei aqui: Brahma e Bohemia! Chinelos à venda? Havaianas! E descobri que talvez nem eles façam conscientemente, mas o sonho deles é serem brasileiros! Na primeira noite que eu estava aqui, era "noite internacional" no lobby do hotel... Samba! O dia que eu jantei melhor era "noite dominicana": arroz com feijão (diferente do nosso, mas era bom) e escondidinho de carne moída (que aqui eles chamam de torta de batata).

À noite, vi o Giacomo e os amigos no bar que tem do lado do lobby, todos de xameguinho com umas garotas que não sei de onde eram. Eu não ia ficar rodeando nem mandando sinal de fumaça, foi qdo apertei a teclinha do "foda-se" e desisti até de dar "bom dia" pra ele.

Mas foi nessa noite (prestem atenção, ainda é só o quarto dia da viagem!) que eu "conheci" o marroquino (nós fizemos check-in juntos e não tínhamos nos encontrado mais). Eu esqueci a bosta do nome, acho que é Nordine. He's gay and we had a lot of fun together (que porra é essa??? Comecei a escrever em inglês e não vi!!!). Traduzindo: ele é gay e nós nos divertimos muito juntos! Ele mora em Boston, tem 28 anos e trabalha no Bank of America.

Na sexta fomos de novo na Imagine (eu já tava de saco cheio de ir lá, mas eu me senti numa prisão ficando tantos dias no hotel e queria sair de qualquer jeito, pra qualquer lugar), e eu tava muito cansada do passeio pra Saona (eu tinha acordado às 5:30), voltei na van dormindo no ombro dele.

No sábado eu fiz uma tatuagem de henna! Um olho de hórus que teria sido lindo se o cara tivesse feito direito. Parece que ele tinha Parkinson, o traço não tá preciso...

Desde sexta que eu tava tentando alugar um carro pra sair daquela prisão, mas pra variar a bosta da internet parou de funcionar e eu não consegui terminar a reserva. Daí no sábado eu desisti de fazer pela internet e liguei pra Avis. Foi caro, mas valeu a pena. O carro mais barato era um Daihatsu 1.3 automático completíssimo, mas descobri pq no Brasil a marca não vingou: o carro de uma maneira geral é uma merda. Se vc não apertar o botão do câmbio automático, ele muda a marcha mesmo assim. Quando eu acelerava, o fdp jogava o giro muuuuito alto e não trocava a marcha.

Quando eu estava voltando da lan house (eu só telefonava pelo Skype) depois de ligar na Avis, vi o Giacomo esperando o transfer dele pro aeroporto. Já com o uniforme do trabalho, estava lindo. Eu tinha que correr no quarto pra pegar o cartão de crédito. Quando voltei, ele já tava colocando as malas na van. Nem nos despedimos, e esse foi o ponto final de mais uma história meio sem explicação.

Mas enfim, foi com esse carro que eu consegui conhecer o Hard Rock Cafe (tava fechando, mas eu tirei a foto! Hehehehehehe) e de noite eu e o Nordine (?) fomos numa balada chamada Mangu! Essa eu adorei! Principalmente um barman que era liiiindo, o único dominicano bonito que eu vi aqui, parecia espanhol, italiano, sei lá.

Coisa estranha nº 1 na Mangu: um gringo lá (esqueci de onde ele era) falou pro Nordine que pagava 20 dólares pra eu transar com ele. Eu lá tenho cara de puta por um acaso??? E das mais fuleiras ainda, fala sério!

Coisa estranha nº 2 na Mangu: tô eu sossegadinha no banheiro, lavando minhas mãos, umas 5h da manhã, de repente eu sinto uma mão apertando a minha bunda. Eu olhei pra trás crente que alguém ia pedir desculpas, uma menina sorriu pra mim e ainda perguntou se eu gostava!!! Que raios!

Aí quando chegamos no resort, eu dei um cartão de visitas pro Nordine com o meu e-mail e achei que a gente ainda ia se ver hoje de manhã. Não nos vimos mais, ele ligou pra me acordar e quando eu liguei mais tarde no quarto dele, ele já tinha partido. Eu fiquei triste, quase chorei. Ele foi um amigo muito legal, eu queria ter dado um abraço de verdade nele antes de nos despedirmos. Se algum dia nos encontrarmos de novo, vai demorar.

Acho que a melhor lição do Vencer que eu pude reviver é para aproveitar as oportunidades porque nem sempre a gente tem uma segunda chance. Não tive com o Giacomo nem com o Nordine. Eu espero que ele não perca meu cartão de visitas e que me escreva, porque ele realmente é uma pessoa com quem eu quero cultivar uma amizade.

Aí como sempre saí em cima da hora, pedi pra alguém do hotel me ajudar com as malas e depois de vinte minutos eu desisti de esperar e fui sozinha arrastando minhas malas. Pontualidade aqui só existe quando é do interesse deles. Quando é do nosso, eles não estão nem aí. Cinco minutos dominicanos são meia hora "normal", e nisso eles se assemelham muito com os baianos: são extremamente lerdos!

Paguei a conta do hotel, peguei o carro e vim pro aeroporto. Já eram 11:45, meu vôo saía às 12:55, eu tava mto em cima da hora. Nem abasteci o carro pra não me atrasar ainda mais. 12:15 eu já tinha inspecionado a bagagem e não conseguia achar a poha da fila, só tinha uma fila gigantesca pra New York e Miami que, se fosse fila única, eu ia perder o vôo.

Não adiantou. 12:25, quando finalmente eu consegui que alguém me ajudasse, a mulher da American Eagle falou que o avião já estava fechado, que eu não ia entrar e que eu deveria estar aqui duas horas antes do vôo, que eu estava muito atrasada. O próximo vôo só sai às 18:10, paguei a taxa pra transferir a passagem e, enquanto a mulher pesava as malas e mudava os documentos, eu comecei a chorar. Foi tanta coisa errada, o abraço que eu não dei no Nordine, a correria pra listar tudo que tem nas malas (porcos americanos malditos que me impediram de entrar no avião e ainda se sentem no direito de revistar minha bagagem), o cara do hotel que não me ajudou com as malas (o meu quarto era perto da praia, mas longe pra kct da recepção), eu que não conseguia achar a Avis pra devolver o carro, e tudo isso pra perder uma tarde inteira fazendo bosta nenhuma num aeroporto que não tem internet enquanto eu deveria estar em Porto Rico, chegar lá também correndo, pegar um táxi em cima da hora de novo... Eu não aguentei. Chorei mesmo. Paguei 11 dólares pra desabafar com a minha mãe, ouvir a voz dela. Juro que cheguei a pensar em voltar pra casa. Eu já tava entediada no hotel, imagina como foi esta tarde pra mim!

Se alguém aguentou ler até aqui, obrigada, eu sei que as poucas pessoas que o farão é porque realmente gostam de mim. Eu escrevi este livro inteiro e ainda não são nem 17:30, por isso tantos detalhes.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Uma ótima notícia pra minha viagem

Olhem os dois meses com menor índice de chuvas na República Dominicana!!!

hehehehehehehehehe...

Índice Pluviométrico

Previsão do tempo Punta Cana, República Dominicana - Worldmeteo

Previsão do tempo Punta Cana, República Dominicana - Worldmeteo Eis o que me espera... Tomara que melhore até dia 16... Lá ainda é inverno, dia 16 já são os últimos dias antes da primavera...

Faltam poucos dias...



É impressionante o quanto somos capazes de focar nossa atenção em outras coisas e simplesmente ignorar o que antes parecia um pedregulho no nosso sapatinho de bico fino!

Da última postagem até aqui, nada mudou. Nem as pessoas, nem os compromissos, sequer o corte de cabelo!

Mas a minha viagem está cada vez mais próxima, minhas férias também. E resolver tudo que este período envolve está absorvendo tanto do meu tempo que faltam horas para refletir sobre coisas negativas.

Cada reserva concluída é uma pequena vitória! Assumir tantos desafios me motivou: onde me hospedar? Quanto custa um hotel? Como reservar? Quanto posso pagar? Quantos dias ficar? E bagagem? E evitar extravios? Passaporte? Visto? Vacina de febre amarela?????? Carteira Internacional de Vacinação????? Quanto levar em dinheiro? Precisa avisar pro cartão de crédito que eu vou viajar??? Mas já é internacional!!! E celular, devo levar? Que roupas eu levo? Será que vai fazer frio? Preciso de um biquíni novo... Veio o terremoto... Mas nem ele foi capaz de me fazer sequer sonhar em desistir de ir!

Depois de tantos anos enclausurada aqui, motivação no trabalho é algo que eu perdi quando assinei minha última carta de demissão... E tratar sozinha de tantos detalhes me deixou tão empolgada que eu fui isolando a cada dia as coisas ruins que estavam me abatendo nas últimas semanas. Trabalho? Ele que se exploda, tô saindo de férias! Solidão? Que se dane, eu vou PRO CARIBE!

Sinceramente, eu tô chegando a uma conclusão: uma mulher amarga não é apenas a mal-amada, é também a "mal-viajada"! Se eu não precisasse trabalhar (nem ganhasse o que eu ganho), acho que eu viajaria todo fim de semana. O mundo é tão grande, tem tanta coisa legal pra se conhecer, por que eu teria que chorar em casa por solidão??? NÃÃÃÃÃOOO!

Claro que, se eu pudesse fazer tudo isto a dois, teria um gostinho a mais. Mas as últimas viagens que fiz foram acompanhada e nem por isso aproveitei mais ou fui mais feliz (aliás, muito pelo contrário). Florianópolis foi uma sucessão de brigas estúpidas, Maceió foram 7 dias no Paraíso com um capeta me infernizando e Natal foi uma sucessão de chantagens que se estendeu por várias semanas.

Tem melhor companhia pra mim do que a própria Larissa Luz??? Baladeira, aventureira, acorda na hora que eu quiser, não fica me pressionando pra fazer algo que eu não quero, gosta de comprar as mesmas coisas que eu...

Eu gostaria de um(a) amigo(a) pra ir cmg... Vou levar quinze dias pra poder contar pra todo mundo tudo que eu tô vendo!!! Eu vou tentar atualizar o povo por aqui, pelo twitter, pelo Orkut, pelo Facebook, por tudo digital que eu conseguir acessar - onde tiver internet, né? E que não leve mais do que meia hora, não vou ficar perdendo meu tempo na internet!

Eu tô feliz pá caraio!!! 7 países em 15 dias! Cheios de muito mar azul, peixinhos, golfinhos, música caribenha, mojito, baladas... Vazios de lamentações, de aporrinhações, de responsabilidades, de compromissos chatos...

Se eu não me desapaixonar agora, vou apelar pra hipnose! rs... Às vezes acho que consigo conviver bem com esse relacionamento "em branco", às vezes tenho vontade de me afastar de vez... O que tá me incomodando é que realmente o mercado tá difícil pra substituir a peça com defeito! rs...

Brincadeiras sobre paixão à parte... Ontem de noite tive pesadelos ainda com o estrupício (sonhar com ele é sempre pesadelo)... Sonhei que o ouvi falando mal de mim da época em que estávamos juntos. Queria saber pq pombas eu ainda tenho que sonhar com estas coisas! E o que me importa se falou, se fala ou se ainda vai falar? Pq tem horas que isso tudo ainda incomoda? Será mágoa pela falta de consideração qdo eu me dediquei tanto, raiva pelos anos que perdi ou apenas uma manifestação de solidão? Não sei. Nem quero focar nisso. Como eu disse, temos a capacidade incrível de focar em coisas que nos fazem bem, e apertei meu botãozinho * pra focar lá (se não entendeu, me pergunta, é coisa de fotógrafo! rs...)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tantas coisas acontecendo...

Esta fase ruim parece que não passa!

Estes dias em que não fui trabalhar, apesar de não ter feito nada de diferente, estou serena. Acho que só o fato de não ter que me torturar indo para aquele lugar já me fez bem, mas saber que tenho que voltar em poucas horas já está me preocupando. Hoje tive (e ainda estou com) dor de cabeça, há semanas que eu não tinha. Deve ser alergia ao emprego! rs...

Sinto-me ansiosa com as minhas férias. Neste feriado, reservei quase tudo que faltava, só falta o hotel em Punta Cana. Dormi um pouco pra ver se a dor de cabeça passava e sonhei com o show do Guns! Não vejo a hora de chegar!

Sinto-me cansada. Quero tempo pra me dedicar mais às minhas férias, ao curso online que eu paguei e mal fiz a primeira aula, ao CPA-10 que eu paguei e nem marquei a prova porque não estudei... Tenho que ir ao laboratório, cliente, encadernação... Não tenho vontade de fazer nada!

Sinto-me carente às vezes. Isso me mata. Não pela carência, mas pq não gosto qdo me sinto assim. A descoberta sobre mtos "amigos" (que fez eu me afastar graças à falsidade destes) me atingiu, a perda do Tuxi também. Queria outro gato pra me fazer companhia, meu pai não deixa. Não pra substituir o Tuxi, ele é insubstituível, mas pra me fazer um pouco mais feliz. Gatos são companheiros e me fazem bem.

Eis que lá vem mais um dia de trabalho... Queria não ir, ficar na minha casa e fim! Mas... Ter contas a pagar é esta merda...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

formspring.me

Você acredita em destino?

Com ctz.

Ask me anything

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Hoje essa música não me sai da cabeça...

A Via Láctea

Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá


Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...

Mas não me diga isso...

Hoje a tristeza
Não é passageira

Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...


Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?
...

Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...

E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ô fase fdp!!!

Hoje passei por uma experiência legal... Tive que ligar pro site do cruzeiro pq a meleca do site não me deixava efetivar a compra... Enquanto falei com a primeira atendente, OK, sem problemas... Entendia tudo... Quando ela passou pra agente de vendas... Nossa, me senti burra, não entendia nada!!!!!! A Belinha me socorreu, eu já estava frustrada por não entender muita coisa, até que ela me falou que a menina tinha sotaque californiano. Aaaaaahhhhh, agora tá explicado!!! Malditos sotaques do Oeste americano!!! Me senti menos mal, mas foi engraçado a menina perguntando, eu passando o telefone pra Isabela, a Bela traduzindo em português e eu respondendo em inglês pra ela repetir pra agente! huahuahauhauhauahua...

Estou muito p*** da vida com uma situação... Tenho raiva, e não posso demonstrar. Já estou quase desistindo de ficar próxima. Não sei se é provocação ou se é pra me afastar de vez. Parece com a primeira, mas acho que é um teste pra ver qual é minha reação. Não vou demonstrar. Não vou embarcar nesse jogo (não aparentemente). Mas deixei um recado bem público, e ele parece ter sido entendido, porém evitado.
Odeio joguinhos de provocação. São estas coisas que ainda me irritam no François. Eram estas coisas que me punham em xeque, e que me faziam agir como a adolescente retardada que ainda tem dentro de mim.

Estou cada vez mais decepcionada com as minhas amizades. Cada vez mais distantes, cada vez mais ausentes, só se aproximam por algum interesse.

Estou cansada do meu trabalho. Ouvi indiretinhas hoje em uma reunião. Parece que o feudo está se estendendo, e me segurei pra não explodir.

Preciso voltar a estudar. Urgente! E não falo da faculdade, falo para concursos. Preciso sair de onde estou, antes que eu enlouqueça.

Sinto-me profissionalmente frustrada, afetivamente decepcionada, emocionalmente carente, fisicamente cansada.